terça-feira, 22 de setembro de 2015

... o que eu vi ... o que eu senti ...



O que eu vi no seu sorriso que não vi nos outros?
O que eu vi no seu olhar que não vi nos outros olhares?
O que eu vi na sua presença que não vi nas outras?

O que eu senti ao ouvir a sua voz que não senti ouvindo outras vozes?
O que eu senti ao teu lado que não senti ao lado de outras?
O que eu senti ao despedir-me de você que não senti despedindo-me de outra?

O que eu vi?
O que eu senti?

José Daniel Dantas da Silva


terça-feira, 20 de janeiro de 2015

... poesia fingida ...



Durante o dia, eu finjo que está tudo bem.
Mas é a noite que as lágrimas vem. 
Como é impossível chorar e dormir ao mesmo tempo, 
escrevo minhas tristezas numa folha de papel, 
enquanto as minhas lágrimas borram a tinta de cada letra. 
E meu sono evapora. 
Insônia, que torna a minha alma um poeta.

Patrícia Liana Ritter Geiger - Ideias no Forno

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

... solidão ...



Solidão parceira
Passageira solidão

Solidão profunda
Rasa solidão

Solidão da alma
Desalmada solidão

Solidão palpável
Abstrata solidão

Solidão constante
Pausa na solidão.


José Daniel Dantas da Silva

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

... próximo Natal ...



Próximo Natal.
Que eu, ao comemorar o próximo Natal tenha sido ....
... mais desprendido e menos egoísta ...
... mais paciente e menos inflamado ...
... mais amável e menos odiável ...
... mais humilde e menos orgulhoso ...
... mais amigo e menos inimigo ...
... mais presente e menos ausente ...
... mais sensível e menos indiferente ...
... mais santo e menos profano ...
... mais dedicado e menos relaxado ...
... que esse seja sempre o desejo do meu coração: SER mais do que TER mais ...

José Daniel Dantas da Silva

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

... entardecer no sertão ...



Ah, o entardecer no sertão
É algo impar, sereno 
Tem uma mistura de alegria e tristeza
Alegria em terminar o dia no colo de "mainha"
Tristeza ao perceber que "painho" não volta mais do trabalho

Ah, o entardecer no sertão
É único, significa saudades
Tem a cor de todas as lembranças
O amor não correspondido.
O coração que se foi, levando o sonho e o pedido.

Ah, o entardecer no sertão
É mágico, misterioso
A beleza se oculta nas sombras
Mistérios cativam a mais desconfiada alma.
Segredos se revelam desnudando corações.

Ah, o entardecer no sertão
É inspirador, me faz poeta
Deslizando sobre as linhas da vida.
Sentimentos escritos
Revelando amores, vontades e sonhos

Ah, o entardecer no sertão
É saudade, certeza da ausência
As cores das lembranças na memória
Os tons da saudade se tornam reais
As lágrimas escorrem sobre o coração

Ah, o entardecer no sertão
A sua face, beleza infindável
Essência maravilhosa me fascina
Descobrindo os caminhos do meu coração
Aprisionado para sempre estou

José Daniel Dantas da Silva

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

... distância ...



então ela perguntou-me...

E essa distância entre nossos olhos?

nossas mãos?

nossos sentimentos?

nossos sonhos?

nossas vidas?

nossos lábios?

nossa presença?

nossos amores?

nossos desejos?

nossas esperanças?

nossos abraços?

nossos carinhos?

E essa distância quando se tornará presença?

José Daniel Dantas da Silva


domingo, 31 de agosto de 2014

... presentes e ausentes ...



Corpos presentes
Pensamentos dispersos

Corpos presentes
Sentimentos contrários

Corpos presentes
Almas distintas

Corpos presentes
Essências inversas

Corpos presentes
Olhares de lado

Corpos presentes
Corações dilacerados

Corpos presentes
Frios amores

Corpos presentes
Toques lancinantes

Corpos presentes
Desejos escondidos

Corpos presentes
Ausência furtiva

José Daniel Dantas da Silva

Só as Melhores!!!!